sábado, 11 de dezembro de 2010

(Lat 33º 01' SUL; Long 71º 38' OESTE)

Volto atrás no tempo para contar as primeiras impressões que tive de Valpo mas também o que aprendi/vivi desta cidade até ao momento!! Já passaram três meses e, no entanto, parecem-me duas semanas. O tempo passa rápido nesta cidade de cores garridas!
A vista para o Pacífico é algo incrivel que te apanha desprevenido em qualquer subida de escaleras ou passajes... Há algo de mágico na grande quantidade de contentores coloridos que estão atracados no porto juntamente com barcos de turismo ou barcos da armada chilena. De vez em quando, aparecem umas caravelas ou regatas grandes por alguma ocasião especial!
De cima dos cerros pode ver-se toda a baía de Valparaíso e até Viña del Mar, Reñaca e as gigantes dunas de Concon!
A parte de baixo da cidade é toda plana e planificada recentemente e chamada de plan por isso. É onde se encontram os jardins, praças, edificios importantes e serviços.
As encostas chamam-se de cerros (dizem que há por aí 42 mas nunca os vi todos) e são um emaranhado de casitas de postal turístico. É onde está a vida de Valpo, a verdadeira arte e boémia da cidade... E não é pouca!

Assim, cerro acima, cerro abaixo, cá andamos nós a tonificar os músculos. Com uma casinha a meio caminho de um cerro, numa rua de bares, nem nos queixamos muito!! Uma das muitas casas de chapa colorida, com muros preenchidos de graffitis e sinuosas escadarias e passagens que dão acesso a outras ruas, outros cerros,...
Tudo por esta cidade é um ataque aos sentidos : as cores e texturas dos "novos" frutos e vegetais, os cheiros das comidas apimentadas e doces, o barulho dos pregões dos vendedores de rua ou dos homens que vendem bilhas de gás porta-a-porta, nas quais tocam com um pau a um ritmo invejável...
Um admirável mundo novo para nós!































domingo, 5 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

VALE DO PARAÍSO cidade dos 42 cerros

Um pouco da história de Valparaíso:

A baía de Valparaíso era habitada por índios changos que a chamavam de Vale de Alimapu (terra queimada).

Em 1536 chegaram a esta terra os primeiros espanhóis que a começaram a “civilizar” e a denominaram de “Puerto de Santiago”.

No séc. XIX, Valparaíso transforma-se num lugar de crescente actividade económica, num dos principais portos do Oceano Pacífico, uma paragem obrigatória das naves depois de cruzar o Cabo de Hornos e para chegar às costas da América do Norte. Sendo um porto de referência no território chileno, servia Santiago do Chile dos bens essenciais e protegia o país de ataques estrangeiros que vinham do Pacifico. 

Chile abrigou uma grande população de emigrantes (53% da população é de descendência europeia), principalmente depois da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, que vinham principalmente apoiados pelo governo chileno para povoar certas regiões.
Os imigrantes, com as influências estéticas próprias de seus países e com as lembranças de suas terras, foram modelando um espaço e uma forma que caracteriza Valparaíso antigo. Essa aura de romantismo, de tradição, conferem o seu carácter nostálgico que alimenta a alma dos poetas, cineastas e artistas que se juntam nos cafés e bares a desenvolver a vida intelectual junto com a vida boémia.

Foi engrandecendo como cidade que cresce espontaneamente, sem controlo, cerros acima, constituída de pequenas casas sem planeamento ou condições… Assim continuam muitos dos seus bairros, um aglomerado de casitas de chapa colorida, acanhadas vielas e escadarias que ligam este puzzle que de desconectada só tem a aparência. Por o seu peculiar desenho urbano improvisado e arquitecturas únicas, foi declarado Património Mundial da UNESCO em 2003. 

Quem queira percorrer a cidade intitulada de “Jóia do Pacífico” terá que se aventurar pelo meio de quebradas e morros, penetrando e intrometendo-se para a descobrir. A cidade resulta exposta e exibicionista e ao mesmo tempo tão cheia de segredos, de vidas e de mistério…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SANTIAGO DE CHILE 1ªs impressões…



Cidade de contrastes…
Bairros de lata / Arranha-céus de escritórios.
Vendedores ambulantes. Cheiro a amêndoas caramelizadas por toda a cidade. Empanadas de pino, marisco, vegetais… Sushi. Abacate. Guacamole. Pepino doce. Chirimoya. Lechuga. Completos. Chorrillana. Alfajor de manjar. Vinhos chilenos!
Falabella. Santa Isabel. Entel. Farmacias Ahumada e Cruz Verde. Castaño.
Edifícios de apartamentos com porteiro e jardim interior. Apartamentos sem persianas. Cantora matinal de ópera. Táxis por todo o lado. Shoppings em caracol.
Gangs de cães vadios. Manifestações e músicas de intervenção…
 Um rio de lama, Mapocho.
Catarina, Inês, Samuel, Filipe e Pedro, portugueses. José, um chileno hiperactivo. Paola, uma mexicana mais hiperactiva que José…