sexta-feira, 17 de setembro de 2010

VALE DO PARAÍSO cidade dos 42 cerros

Um pouco da história de Valparaíso:

A baía de Valparaíso era habitada por índios changos que a chamavam de Vale de Alimapu (terra queimada).

Em 1536 chegaram a esta terra os primeiros espanhóis que a começaram a “civilizar” e a denominaram de “Puerto de Santiago”.

No séc. XIX, Valparaíso transforma-se num lugar de crescente actividade económica, num dos principais portos do Oceano Pacífico, uma paragem obrigatória das naves depois de cruzar o Cabo de Hornos e para chegar às costas da América do Norte. Sendo um porto de referência no território chileno, servia Santiago do Chile dos bens essenciais e protegia o país de ataques estrangeiros que vinham do Pacifico. 

Chile abrigou uma grande população de emigrantes (53% da população é de descendência europeia), principalmente depois da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, que vinham principalmente apoiados pelo governo chileno para povoar certas regiões.
Os imigrantes, com as influências estéticas próprias de seus países e com as lembranças de suas terras, foram modelando um espaço e uma forma que caracteriza Valparaíso antigo. Essa aura de romantismo, de tradição, conferem o seu carácter nostálgico que alimenta a alma dos poetas, cineastas e artistas que se juntam nos cafés e bares a desenvolver a vida intelectual junto com a vida boémia.

Foi engrandecendo como cidade que cresce espontaneamente, sem controlo, cerros acima, constituída de pequenas casas sem planeamento ou condições… Assim continuam muitos dos seus bairros, um aglomerado de casitas de chapa colorida, acanhadas vielas e escadarias que ligam este puzzle que de desconectada só tem a aparência. Por o seu peculiar desenho urbano improvisado e arquitecturas únicas, foi declarado Património Mundial da UNESCO em 2003. 

Quem queira percorrer a cidade intitulada de “Jóia do Pacífico” terá que se aventurar pelo meio de quebradas e morros, penetrando e intrometendo-se para a descobrir. A cidade resulta exposta e exibicionista e ao mesmo tempo tão cheia de segredos, de vidas e de mistério…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SANTIAGO DE CHILE 1ªs impressões…



Cidade de contrastes…
Bairros de lata / Arranha-céus de escritórios.
Vendedores ambulantes. Cheiro a amêndoas caramelizadas por toda a cidade. Empanadas de pino, marisco, vegetais… Sushi. Abacate. Guacamole. Pepino doce. Chirimoya. Lechuga. Completos. Chorrillana. Alfajor de manjar. Vinhos chilenos!
Falabella. Santa Isabel. Entel. Farmacias Ahumada e Cruz Verde. Castaño.
Edifícios de apartamentos com porteiro e jardim interior. Apartamentos sem persianas. Cantora matinal de ópera. Táxis por todo o lado. Shoppings em caracol.
Gangs de cães vadios. Manifestações e músicas de intervenção…
 Um rio de lama, Mapocho.
Catarina, Inês, Samuel, Filipe e Pedro, portugueses. José, um chileno hiperactivo. Paola, uma mexicana mais hiperactiva que José…





















sábado, 11 de setembro de 2010

Chill out

Chill out
Apresentação de algumas imagens do país que fiz antes de vir para o Chile. Estão organizadas desde as regiões desérticas e montanhosas de Norte (onde os tão famosos mineiros ficaram presos) até aos vales glaciares da Patagónia Chilena...


Música: 
Victor Jara - El tinku
Los Mirlos - La danza de los mirlos
Los Hijos del Sol - Carinito

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bienvenidos a Latin America!

Aeroporto Sá Carneiro (Lisboa GMT + 0:00)   
Pelas 18:00 da tarde de quinta-feira, 9 de Setembro, aceno as últimas despedidas e solto as últimas lágrimas em terras lusitanas... Levo comigo metade do meu peso em necessidades e recordações que me servirão por um ano!! Descolo, reclino, relaxo... entretanto chego a Paris-Charles de Gaulle

Aeroporto Charles de Gaulle ( Paris GMT + 1:00)  
Entre a grande caminhada que foi chegar ao outro lado do aeroporto e fazer o check-in de malas que, por uns "gramas", não deixavam passar com o meu bilhete, por pouco pensei que perderia o voo para Paris-Santiago. Do outro lado das portas de check-in, identifiquei uma cara conhecida que me olhava com desespero de umas horas de espera!!  
Vámonos!"
Pouco depois de me sentar, mentalizando-me a pouco e pouco para esta viagem tão longa, comecei a falar com o passageiro sentado ao meu lado, um realizador de filmes/documentários que faz a sua vida entre Paris e Santiago do Chile/La Serena . algo como fazer a viagem cerca de 5 vezes por ano, loucura!... Naquele momento, tive a minha primeira introdução às tradições, paisagens, gastronomia e "chilenismos" do país que me acolheria!! Entre refeições enlatadas, rádios e filmes latinamericanos o meu corpo começou aos poucos a orientar-se por outras coordenadas geográficas. A uma hora do destino, o desayuno é servido e os meus companheiros de 12000km de viagem começam a despertar-se com a aterradora imagem de um sol vermelho sobre a neve da Cordilheira dos Andes! Bienvenidos a Latin America!

Aeroporto Arturo Merino Benitez ( Santiago do Chile GMT - 5:00) 
 Ás 7:00 da manhã, atordoada com a viagem, sigo na azáfama de encontrar as malas, validação de visto e declaração de bens na Alfândega (não fosse levar algum bacalhau escondido). À saída, fomos bombardeadas por dezenas de taxistas querendo levar-nos para Santiago-centro. Acabámos por ir de TransVip, uma espécie de táxi colectivo muito mais barato! No centro da megametrópole, Providência com Ricardo Lyon acolheu-nos pelos primeiros dias de estadia neste país!




 

















quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Kujkuj

Os mapuches são um povo indígena originário do Chile e do sudoeste da Argentina. A denominação mapuche ou mapunche significa gente da terra na sua língua, como alusão às pessoas que reconhecem sua pertença e integração a um território. Existem cerca de 600.000 mapuches, aproximadamente uns 4% da população total chilena. Representando os 87,3% da população original, estão localizados principalmente nas zonas rurais da região IX, na região X e metropolitana de Santiago.

Um "kujkuj" era um instrumento usado pelos povos mapuches para enviar mensagens a longa distância. "Antes no existía el teléfono, la gente se llamaba con el kujkuj, subían a la cima de los cerros para que la llamada se escuchara mejor"...

Assim, este meio de comunicação será o meu kujkuj pelos próximos meses!!