"As autoridades chilenas aprovaram um plano de 9 biliões de Euro para construír barragens de aproveitamento hidroeléctrico em dois rios da Patagónia, desencadeando protestos furioso da parte de quem alega que regiões de selva virgem serão destruídas.
O governo tem defendido a construção de estas barragens como vital para a redução da pobreza e crescimento económico, mas a opinião pública dividiu-se, com muitos dizendo que o projecto é desnecessário e irá devastar um paraíso ecológico.
Na segunda-feira, 09-05-11, uma comissão nomeada pelo governo votou 11 a favor e 1 contra, após 3 anos de revisão ambiental.
Uma sondagem mostrou que 61% dos chilenos estava contra a construção das barragens que, além de desalojar pessoas, destrói 6000hectares de habitat de huémul, animal em vias de extinção existente somente no Sul de Chile. A situação oferece um nítido contraste com o brilho da nação após o resgate dos 31 mineiros, o ano passado.
Grande parte da controvérsia gira sobre se o Chile tem alternativas viáveis de aumentar a capacidade de energia. Com a energia nuclear amplamente considerado um anátema, alguns consideram o deserto do Atacama como fonte de produção de energia solar térmica imensa, principalmente devido à sua proximidade relativa às minas e da indústria."
Jornal britânico The Guardian (10-05-11)



